Ele oferece as explicações já anunciadas sobre a intenção de consagrar bispos em julho sem mandato papal, citando "um estado objetivo de grave necessidade" e "para o bem das almas que se voltam para nós". Ele expressa críticas ao legado de Francisco e preocupação com o que interpreta como uma continuação das políticas de Leão XIV.
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| Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X | © FSSPX |
O padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, anunciou a decisão de que os bispos seriam consagrados em julho. O comunicado encerrou com a seguinte afirmação: "Nos próximos dias, o Superior Geral dará mais explicações sobre a situação atual e sobre sua decisão."
Essa explicação veio na forma de uma extensa entrevista no mesmo dia, mas publicada hoje no site da Fraternidade, a qual reproduzimos aqui devido à sua importância. Há nuances difíceis de resumir. Nela, o Padre Pagliarani justifica a decisão com base no "estado objetivo de grave necessidade" vivenciado pelas almas, pela Fraternidade e pela própria Igreja, e na impossibilidade de obter uma resposta positiva de Roma.
Ele também relata ter escrito duas cartas ao Papa Leão XIV solicitando uma audiência e descrevendo as necessidades da Fraternidade. A resposta, assinada pelo Cardeal Víctor Manuel Fernández, rejeitou a proposta sem oferecer qualquer alternativa. Segundo Pagliarani, a Fraternidade havia solicitado à Santa Sé que lhes permitisse "continuar provisoriamente em sua situação excepcional, para o bem das almas que nos procuram", comprometendo-se a dedicar todas as suas energias à salvaguarda da Tradição e à formação de verdadeiros filhos da Igreja.


