Os “erros” do Caminho são, nesse sentido, aberrações isoladas, mas as conclusões lógicas de uma interpretação específica do Novus Ordo Missae.
Por ABBEY CLINT @abbeyclint
O autor deste artigo faz uma análise clara, simples e despossuída de qualquer conotação pessoal dos erros do Caminho Neocatecumenal a respeito da Santa Missa. Com 15 anos de experiência neste movimento, ele o mostra em seus desvios doutrinários com brevidade e força.
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Crescer à Maneira Neocatecumenal oferece uma perspectiva crua e sem adornos da “Nova Teologia” (*) que permeou a Igreja pós-conciliar, oferecendo um olhar direto sobre a rejeição radical e retumbante da essência sacrificial da Missa. Para aqueles iniciados no Caminho, o altar não é um lugar do sacrifício sangrento que está novamente incrudiosamente presente, mas uma mesa para um banquete comunitário.
Essa mudança não é meramente estética; é uma profunda ruptura ontológica. Ao substituir a ênfase tradicional na natureza propiciatória da Eucaristia, a oferta do Filho ao Pai para a remissão dos pecados, por uma celebração do “Mistério Pascal” centrada quase exclusivamente na Ressurreição e na alegria da comunidade, o Caminho reflete a mais profunda tendência pós-conciliar de priorizar a relação horizontal entre os homens sobre a relação vertical entre o homem e Deus.


