A salvação eterna é para nós a questão mais importante – a única questão – e, se uma vez negligenciada, torna-se irreparável caso cometamos algum erro.
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| O Juízo Final |
De vez em quando, a gente se sente perdido, vazio, sem fé. O desejo juvenil de ser santo parece ter sido apenas um fogo de palha. A fé forte, quase palpável, que existia antes, agora parece ter desaparecido. Os deveres, obrigações e exigências do dia a dia parecem pesar mais do que a confiança em Deus. Quem nunca se sentiu assim?
A fé pode realmente se esvair, como vemos no exemplo do rei Joás, que inicialmente agradou ao Senhor, mas, em certo momento, se afastou do verdadeiro Deus (cf. 2 Cr 24,18-22), ou em Judas Iscariotes, que foi discípulo e mais tarde escolhido pelo próprio Cristo para ser apóstolo, apenas para se tornar um traidor (cf. Lc 6,16). No entanto, devemos lembrar que a fé não é uma emoção duradoura – na verdade, não é uma emoção; a fé é uma decisão de aderir à verdade revelada pelo Deus Uno e Trino. Aderir a essa verdade significa agir de acordo com ela, conforme confiada por Cristo à Sua Igreja. Até mesmo os santos experimentaram a privação da “fé sentida”, como Santa Teresa de Calcutá, que suportou 50 anos de aridez espiritual, mas não deixou de viver segundo a virtude da santidade.
