13 de janeiro
Hilário era francês, acredita-se que tenha nascido no ano 315, de
família rica e pagã, recebendo educação e instrução privilegiada.
Durante anos buscou na filosofia as respostas para seus questionamentos
em busca da Verdade. Mas só as encontrou no Evangelho e então se
converteu ao cristianismo.
Hilário foi batizado aos trinta anos de
idade, junto com a esposa e a filha, Abrè, a quem amava ternamente. A
partir daí passou a levar uma vida familiar guiada pelos preceitos
cristãos.
Este era um período de paz externa para a
Igreja, que precisava se fortalecer no seu próprio seio. Mas que, no
entanto, se apresentava cheia de pequenas rupturas internas, provocadas
principalmente pela chamada “heresia ariana”, uma doutrina que negava a
divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Foi justamente pela vida exemplar que
levava, assim como pelos conhecimentos intelectuais e espirituais que,
povo e clero, o elegeram bispo, convidando-o para o cargo. Era uma
decisão difícil, pois um bispo alçado da sua condição tinha que,
obrigatoriamente abandonar a família para abraçar o clero. Mas não
vacilou e aceitou a incumbência e desafios que ela lhe trazia. Foi
consagrado bispo de Poitiers e lutou vigorosamente contra o arianismo.
Debate após debate, polêmica após polêmica com os hereges, sua defesa da
Fé foi se tornando conhecida e o respeito por sua atuação cada vez
maior.
Foi por isso chamado “o Atanásio do
Ocidente”. Como ele, Hilário foi perseguido pelos imperadores e sofreu o
exílio. Enviado para o Oriente, não se sentiu derrotado, aproveitou
para estudar o grego e conhecer as comunidades cristãs mais antigas e os
ensinamentos dos maiores sábios da Igreja, o que só fortaleceu sua
missão.
Corajoso, durante o exílio de cinco
anos, escreveu livros contra os imperadores Constâncio e Auxêncio.
Também foi o autor de diversas obras: sobre a Santíssima Trindade,
Comentários sobre os Salmos, e algumas obras cujos textos interpretou.
Contribuindo intensamente para o desenvolvimento da teologia da
revelação.
Hilário ficou realmente fascinado pela
liturgia oriental. Compôs hinos litúrgicos para familiarizar os fiéis
com a teologia e mantê-los mais intimamente unidos às celebrações.
Pastor zeloso, procurou, ao retornar para sua diocese na França,
oferecer a seu rebanho o que de melhor aprendera neste período de
exílio. Mas nem por isso esqueceu a família, cuja filha ele mesmo
ministrou o sacramento do matrimônio e a esposa ingressou num mosteiro,
com seu auxílio e aprovação.
Faleceu em 367, quando passou a ser
venerado como santo logo após seu último suspiro. Uma conhecida frase
sua mostra bem a coragem e a valentia com que viveu e atuou, enfrentando
hereges e poderosos: “Enganam-se os que acreditam que me farão calar.
Falarei pelos escritos e a palavra de Deus, que ninguém pode aprisionar,
voará livre”. O Papa Pio IX, o canonizou e o honrou com o título de
“Doutor da Igreja”, confirmando a sua celebração para o dia 13 de
janeiro.
Santo Hilário de Poitiers, rogai por nós!

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