13 Jun. 13
Roma, (ACI).-
Um grupo de muçulmanos atacou faz uns dias o seminário Jisu Dhyana Niloy
da Diocese de Dinajpus, ao norte de Bangladesh. Os extremistas bateram
nos 25 seminaristas e destruíram o mobiliário do edifício.
O Bispo de Dinajpur, Dom Sebastián Tudu, apresentou uma denúncia à
polícia e assinalou à agência Fides que desconhece o motivo pelo qual o
seminário e seus estudantes foram atacados.
Explicou que "poucas horas antes do ataque se verificou um conflito
entre famílias muçulmanas e tribais em um povo próximo. Depois da
disputa, os muçulmanos sem razões aparentes, dirigiram-se ao seminário e
o atacaram".
O Prelado lançou um chamado com a esperança de que "toda controvérsia
se resolva com o diálogo e se mantenha a paz em nosso território", e
disse que a diocese está muito comprometida na pastoral de promoção
humana, instrução e desenvolvimento das comunidades tribais com total
respeito ao credo de cada um.
O seminário atacado propõe um tempo de formação e aprofundamento
vocacional para os estudantes que saem do seminário menor, antes de
começar os estudos para o seminário maior. Acolhe estudantes que provêm
de todas as dioceses do país para serem acompanhados em um caminho de
amadurecimento humano, psicológico e espiritual.
Os estudantes foram transferidos a outro lugar por ordem do reitor do seminário, Padre George Gomes.
O mês passado, mais de 200 mil simpatizantes do grupo radical
islâmico Hefajat-e-Islã protagonizaram um violento protesto em Daca,
capital de Bangladesh, para pedir a "pena de morte para os ateus". Os
enfrentamentos deixaram 29 mortos e mais de centenas de feridos.
O Arcebispo de Daca, Dom Patrick D’Rozario, lançou um chamado a
propósito dos desencontros registrados na capital com a esperança de que
todos os componente políticos e religiosos façam "um esforço de vontade
e paz e sejam reconhecidos os direitos de cada crente, seja qual seja a
comunidade religiosa da que procedam".
A pressão islâmica para frear as liberdades dos cidadãos
Há vários meses os grupos islâmicos do país pressionam o governo para
que aprove a proposta de lei sobre a blasfêmia, que já provocou a morte
de várias pessoas e suporia grandes injustiças contra as minorias
religiosas do país.
A proposta de lei inclui a pena de morte por blasfêmia contra a
religião islâmica; que as mulheres tenham proibido trabalhar junto aos
homens; e se proíbe qualquer tipo de atividade cultural que difame o
islã; além disso, também faria obrigatória a religião islâmica.
Por outro lado, o Bispo dr Chittagong, Dom Moisés M. Costa, assinalou que a Igreja é apreciada pelo governo e por muitos cidadãos no país graças a suas obras sociais e educativas.
"Em geral, na sociedade civil as pessoas têm espírito de harmonia e
de paz. Nós como minoria ocasionalmente vivemos dificuldades: acusam-nos
de fazer proselitismo. Mas somos tão poucos, menos de um por cento da
sociedade, que é difícil sustentar estas acusações. Apesar de tudo,
vivemos a fé com alegria. A Igreja é apreciada pelo governo e pelas
pessoas, pelas nossas obras e pela nossa credibilidade. Muitos acreditam
em nós e agradecem nosso trabalho social e educativo", referiu o
prelado conforme informou L’Osservatore Romano em 11 de junho.
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