Imagem referencial. Foto: Domínio Público. |
03 Set. 14
LIMA, (ACI/EWTN Noticias).-
Alana
Saarinen, atualmente de 13 anos, é uma das poucas pessoas no mundo que
tem o DNA de três pessoas, três “pais” diferentes, devido a um
tratamento de fertilidade realizado nos Estados Unidos que atualmente
está proibido. Entretanto, os parlamentares do Reino Unido estão
considerando atualmente legalizá-lo.
O processo mediante o qual a mãe de Alana, Shanon, ficou grávida
se chama “transferência citoplasmática”, no qual se injeta um óvulo de
uma doadora dentro do óvulo da mãe para melhorar a saúde do óvulo. No
processo, o DNA da doadora se filtrou através das mitocôndrias
transferidas e chegou até Alana.
As mitocôndrias são organelas celulares que são a fonte de energia das células.
Sharon Saarinen confessou ao jornal britânico The Independent que
durante o procedimento “não importava se havia riscos. Eu queria tanto
um filho nesse momento”.
"Eu me sentia inútil. Sentia-me culpada por não poder dar um filho a meu
marido. Como queria um filho biológico mas não podia tê-lo, estava
desconsolada. Não podia dormir, estava constantemente na minha cabeça",
assinalou Sharon, segundo declarações recolhidas pela BBC.
De acordo com os cientistas envolvidos, a técnica usada com Sharon
Saarinen permitiria ajudar as mulheres com mitocôndrias deficientes,
para que este defeito, que pode causar diversas doenças, não seja
passado para os seus bebês.
Entretanto, o diretor do Centro de “Bioética, Pessoa e Família” da
Argentina, Nicolás Laferriere, advertiu que “a pretensão de recorrer à
fecundação in vitro para modificar geneticamente as características da
descendência suporta necessariamente uma manipulação indevida da vida
humana”.
Em declarações feitas ao Grupo ACI
no dia 2 de setembro, Laferriere criticou que “pretende justificar a
concepção de crianças com três pais com base na intenção de evitar
transmitir uma doença, é manipular a vida do novo ser de forma que se
converta no ‘produto’ de um ato técnico”.
“Isso é contrário à dignidade humana. Abusa-se do poder biotecnológico e
o aplica à procriação humana, que fica regida por uma lógica de
produção no lugar da lógica de gratuidade que a dignidade humana exige".
O diretor do Centro de “Bioética, Pessoa e Família” da Argentina
assinalou que “entre as questões que estão em jogo encontra-se, também, o
direito à identidade das crianças concebidas com esta técnica, que têm
elementos importantes de sua identidade sendo manipulados e
dissociados".

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